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  • Foto do escritorDelânia Malveira

Como superar os desafios dos aluguéis em Portugal


Quem decide fazer de Portugal o seu novo lar tem muitas decisões a tomar, e a moradia é uma das principais. Os brasileiros naturalmente trazem consigo a referência do mercado imobiliário que eles conhecem: o do Brasil. Mas logo deparam-se com algumas diferenças. Para detalhá-las, apresento-as em duas categorias: diferenças financeiras e diferenças de condições/prática do mercado.


Diferenças financeiras


  1. Em Portugal paga-se rendas antecipadas, enquanto no Brasil geralmente pagamos apenas o arrendamento referente ao mês vigente.

  2. Outra diferença é que o proprietário paga o condomínio, ao contrário daquilo que é praticado no Brasil.

  3. A taxa de esforço praticada formalmente é 30% dos rendimentos serem utilizados com imóvel (seja num arrendamento ou prestação). No entanto, devido aos elevados preços dos aluguéis, a prática tem mostrado que, se o rendimento líquido for o dobro do valor da renda, há viabilidade na contratação.


Diferenças nas condições e relações entre as partes



  1. Uma das principais condições para o arrendamento é a apresentação de um fiador. Embora no Brasil também exista essa exigência, a diferença está nos critérios para ser fiador em Portugal:  aqui não é necessário dispor de um imóvel quitado em seu nome. Basta apresentar a documentação exigida, que prove a capacidade financeira para ser fiador; basicamente, comprovação de rendimentos compatíveis com o valor do aluguel/taxa de esforço e documentos de identificação válida.

  2. Durante o período do arrendamento tudo é tratado diretamente com o dono do imóvel, em vez de com a imobiliária (como é mais comum no Brasil). O papel da imobiliária encerra no ato do contrato do arrendamento. Daí em diante é tudo entre o inquilino e o proprietário.

  3. A maior diferença é que, na relação entre inquilino e proprietário em Portugal, o inquilino não é o protagonista da negociação do arrendamento. E isso muda tudo!


É preciso entender o mercado!



Portugal há anos tem privilegiado uma política econômica baseada no turismo e isso fez crescer o investimento em imóveis para curtas temporadas, em vez de imóveis destinados à habitação. Com isso, a moradia tem sido um desafio mesmo para os portugueses. Naturalmente, para os imigrantes não seria diferente.


 A lei da oferta e da procura é a que prevalece e valoriza quem tem os imóveis em vez de quem os busca. Diante da escassez de imóveis são ainda mais elevadas as exigências para o arrendamento.


Como há muita demanda os proprietários dão preferência a quem estiver mais próximo do que eles idealizam como bons inquilinos. Portanto, na escassez a lei do mercado prevalece: os valores dos imóveis sofrem aumentos e as exigências para realizar um arrendamento são ainda maiores.



Como a Life Relocation pode ajudar neste processo?


A partir destas exigências, que às vezes são mesmo desafiadoras para os brasileiros, a Life Relocation desenvolveu uma estratégia e uma metodologia para ajudar os nossos clientes a serem verdadeiramente considerados nas propostas de arrendamento.


Um dos exercícios que fazemos é nos colocar no lugar dos proprietários e entender o que é importante para eles. Pensando nisso, fica mais fácil perceber que a documentação exigida nos arrendamentos é aquela que os portugueses conhecem e estão familiarizados. Portanto, essa mediação é uma das nossas principais funções.


O papel da consultoria de Relocation é analisar toda a conjuntura do imigrante e, desde que sejam reunidas as condições, apresentá-lo aos senhorios de modo que ele seja um candidato não só viável, mas até desejável pelos proprietários.

 

 


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